Ele sonhava em mudar o mundo, fez curso de marxismo, refletia todas as manhãs, utilizava papel e caneta para expor a sociedade o que sente. Ela é cristã; ama a justiça; é compassiva; gostar de ouvir as pessoas, mas não conta os seus anseios a ninguém, utiliza papel e caneta para expor a sociedade o que sente.
Ele e Ela, em um sábado qualquer, trocaram afetos, ideias e sorrisos. Naquele local simples, iniciou uma amizade singela. A rotina distanciou os jovens, todavia, as escolhas os aproximaram. Ela perdia as aulas de Teoria da Personalidade para conversar com ele sobre a sociedade capitalista; preferia conversar bobagens no msn do que ler textos escritos por Freud.
Olhar as estrelas no aterro do Cocotá se tornou um dos hábitos preferidos dela, graças a ele.
Em um sábado a noite, os amigos decidiram escrever uma poesia, para eles o resultado foi positivo, para nós que lemos, foi maravilhoso.
Uma ilha, um lugar para ser chamado meu. É assim que o estudante de Oceanografia vê a Ilha do Governador. Quando soube que uma Ong iria realizar atividades (consistia na limpeza da areia e do mar) na praia da Engenhoca. Isto o motivou, ao comentar com sua, atualmente, melhor amiga. Ela declarou que doaria seu tempo para um ato bonito.
A garota cristã desejava alcançar nordestinos através do poder da palavra de Deus, então fez um bazar, no intuito de levantar sustento. Ela é cristã, ele é agnóstico. Os dois estavam confiantes que a jovem missionária iria levar amor para pessoas que possuem resquícios de esperança.
A natureza os deixava perto de Deus e dos sentimentos que um sentia pelo outro.
Em uma quarta feira de Dezembro de 2010, eles estavam de férias, ela ligou para ele e o convidou para um pique-nique no aterro do Cocotá, sem hesitar, o jovem já apaixonado, aceitou.
A menina indecisa pede resposta ao Deus onipresente, após uma oração sincera, encontra o seu amado. Eles trocaram olhares, afetos, os seus rostos e corpos se aproximaram, o olhar de um para outro se intensificou, então, selaram a união com um lindo beijo.
Ele provou que aquele beijo era real, a pedindo em namoro com uma perfeita imitação de sapo. Agora, você espera um: Viveram felizes para sempre?
Não diria com estas palavras, prefiro declarar que eles estão construindo um possível juntos. Qual possível? a resposta não se encontra em um nível racional, quantificável, descritivo. Está no nível do SENTIR.

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